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No total, serão plantados 6.900 pés de maconha para uso medicinal. A medida vai beneficiar mais de 4.000 pacientes que sofrem de dor crônica, com câncer e epilepsia.

O governo chileno autorizou o cultivo da maior plantação de maconha na América Latina, com cerca de sete mil sementes de canabis sativa para uso medicinal.

A medida vai beneficiar cerca de quatro mil pacientes com câncer, epilepsia refratária ou que sofrem de dor crônica.

A permissão foi fornecida pelo SAG – Servicio Agrícola Ganadero – com o objetivo de cultivar e colher maconha para fins medicinal, “o que permitirá avanços na investigação e conhecimento de suas aplicações terapêuticas”, diz um comunicado da Fundação Daya, favorecida com a autorização para cultivo.

O Instituto Nacional do Câncer e mais dois hospitais se encarregaram dos estudos clínicos.

Fundação Daya é uma organização sem fins lucrativos que promove terapias alternativas através do uso medicinal da maconha aliviando o sofrimento dos pacientes.

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Ana María Gazmuri: “…este passo é muito importante, a aprovação deste segundo projeto nos colocará na vanguarda do uso medicinal da maconha”

Segundo Ana María Gazmuri, presidente da fundação, um projeto similar já foi realizado na comuna La Florida, em Santiago, porém em uma escala muito menor, tendo resultados amplamente positivos para 200 pacientes.

“Estamos satisfeitos porque este passo é muito importante, a aprovação deste segundo projeto nos colocará na vanguarda do uso medicinal da cannabis”, disse Gazmuri.

Tal como as redes secretas no Brasil, que auxiliam familiares e pacientes a terem acesso ao extrato da maconha, no Chile existe o grupo “Mamá Cultiva”, composto por mães que cultivam maconha ilegalmente para tratar seus filhos que sofrem de epilepsia refratária e só conseguem controlar as convulsões com o extrato derivado da canabis.

O Chile é o terceiro maior consumidor de maconha na América do Sul e o cultivo, venda e porte da erva são proibidos por uma lei que não foi alterada e tais infrações promovem duras penas de prisão.

Fonte: Univison / Terra Chile

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