Domingo, sete e meia da manhã, Montevidéu, Barrio Sur. Com receio de não me despertar e perder um dos eventos que mais esperei para acontecer. Era minha primeira vez, eu estava curioso e na expectativa de observar como será um evento de competição e degustação canábica, levanto apressado e sigo para Ciudad De La Costa, cidade distane 20 km da capital Montevideo, local onde em se realizou a 1ª Edição de uma Cata na Ciudad de La Costa, também conhecida popularmente como CANNABIS CUP. E lá vou eu debutar em um evento desse tipo. Confere aí.

No caminho pego meu parceiro de empreitada canabista, Mestre Jonas, maconheiro de raça maior que nos dará o prazer de compartilharmos essa experiência.

Uma parada na praia antes de ir pra Copa.

O Evento tem a mão e a marca de um clube de cultivadores – The RASKAMINES – que se envolveram e fizeram, literalmente acontecer o Evento. Na ocasião foi possível ver gente de mais de 10 nacionalidades no encontro além de mais de 40 patrocinadores, grows e derivados do mercado canábico que estiveram marcando presença e conferindo o que tá rolando no cenário alternativo de Montevideo e arredores.

Chegando lá, por volta das 10 horas da manhã, fomos gentilmente recepcionados e credenciados em diversas esferas de participantes. Haviam os colaboradores, produtores, degustadores, curiosos e um bom número de pessoas envolvidas que apreciam o cultivo e a degustação em um ambiente com nível de qualidade.

Logo fomos convidados para tomar um desayuno, expressão utilizada para Café da manhã aqui no Uruguai, e para não se fazer de rogado, fomos direto às frutas e às inúmeras opções de achocolatados, dulces de leche, pães, queijos e seus derivados.

Matamos a broca e nos posicionamos em uma das tendas que haviam disponíveis. Logo fizemos amizade com cultivadores que nos convidaram a provar suas colheitas, no melhor estilo para a ocasião, estourando uma perfumada flor. Detalhe que enquanto confraternizávamos todos receberam um 3 becks “in natura” para garantir o divertimento de todo mundo e manter a buena onda.

O grande momento do evento estava por chegar, afinal esperávamos a oportunidade para desfrutar, degustar, observar e se encantar com 16 variedades e espécies de Marihuana, todas produzidas por cultivadores que apresentaram seus produtos cultivados indoor ou outdoor, com ou sem produtos químicos, sativa, índica, alfa, beta,  ou seja, haviam flores para todos os gostos e cabeças.

Para um principante é quase um Turismo Canábico

Nos reunimos em grupos de 8 pessoas em cada mesa, totalizando aproximadamente 10 mesas de degustação e começamos a degustar as 16 espécies de Cannabis produzidas e assim avaliarmos sob 5 aspectos: efeito, visual, cheiro, gosto e fumabilidade.

Confesso que lá pela quarta ou quinta variedade só era possível observar 4 aspectos porque a avaliação ao tocante ao efeito já estava prejudicada pois já estávamos “prá lá de Bagdá”, mas os aromas e aspectos certamente encantariam qualquer Coffe Shop ou grownner de Amsterdam.

O rosin rolava libre para todos os participantes.

Por sorte, com apenas U$ 2000,00 pesos (aproximadamente R$ 250,00) tive o direito às degustações privadas de Cannabis, avaliação das espécies, mais café e almoço, diga-se de passagem, provamos um assado de parrilla com carne de primeira qualidade nos moldes da tradicional culinária Uruguaia. Nos deliciamos, afinal a larica tinha aparecido de forma brutal.

No intervalo fui ver a feira sem o olhar de mero avaliador de cannabis, queria ver quem eram, de onde vinham e o que faziam as pessoas que estavam ali reunidas. Vi gente de todas as tribos, confraternizando de forma amistosa, jogando ping-pong, passeando, comendo, compartilhando suas iguarias, comprando utensílios para produção. Tudo de forma amistosa e cordial. Exatamente nos parâmetros de um maconheiro do bem. Destaque para a degustação gratuita de Rosin, ofertada livremente para os participantes do evento.

Já passavam das 16h e ainda tínhamos 8 espécies para avaliar. Na real, a essas alturas já estava louco degustar o “digestivo” então aguardava ansioso para que reiniciassem os trabalhos avaliatórios. E assim permanecemos, um atrás do outro, sem piedade. De diferentes aromas, gostos e efeitos. Depois de 14 variedades, esmoirecemos, arregamos. Já não dava mais. Parei.

Confesso que foi uma experiência muito gratificante. Não só por poder avaliar, provar e comprovar as diferentes espécies da mais nobre produção uruguaia e latina, mas o que mais me deixou entusiasmado foi a interatividade entre os integrantes e o compartilhamento de informações e contatos a respeito do tema de forma aberta, adulta, sem preconceito e com gente de visão de mercado. Não se impressionem se o mercado canábico for o bussines mais badalado dos próximos anos, com a anunciada abertura comercial que os grandes capitais econômicos depositarão no tema.

Que no pare Señores!!!!

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