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As “palavras”, ou linguagem, por serem tão comuns e presentes no dia a dia, passaram a ser uma mera ferramenta de comunicação utilizada para que o povo compreenda um ao outro com um mínimo de coerência.

Mas será que é isso que vem acontecendo?

Confúcio, um escritor, professor e filósofo do antigo oriente, já dizia há mais de 2500 anos que: 

“O início da sabedoria está em chamar as coisas por seus nomes corretos”

De todas as ferramentas que a humanidade já inventou, apesar de serem simples, as palavras são de longe as mais poderosas, mais produtivas e mais perigosas. Palavras podem classificar, identificar, conceitualizar, abstrair e embelezar, mas também apresentam um lado negro e obscuro. As palavras podem organizar objetos semelhantes, agregar conteúdo e unir movimentos ou pessoas. Mas as mesmas palavras também podem criar falsas divisões.

Nós [ou]
[vs]
?
Eles
Cidadãos Imigrantes
Ditador Líder
Terrorista Revolucionário Libertador
Dinheiro Papel

 

Por meio de uma genialidade maquiavélica, o uso das palavras podem variar de acordo com o objetivo das pessoas, organizações ou governo, possibilitando que:

Crimes podem ser redefinidos e apresentados como virtudes.

Virtudes como vícios.

Escravidão como obediência.

Hierarquias injustas como sociedade.

Agressão contra menores como disciplina.

Isso só é possível porque o uso de eufemismos, distrações, inversão de valores, mentiras descaradas, deboches, autoridade e influências, infestam nossas mentes, nos diminuem como pessoas e confundem nossa cabeça, nos isolando e impregnando a ideia de que precisamos e temos que sobreviver nesse mundo, não só como espécie e raça, mas também como indivíduos, acrescentando a nós mesmos na categoria de “inimigos”.

manipulacao-da-midiaRefletir sobre isso me faz pensar que, para nos libertarmos de todas essas correntes de poder que nos influenciam através da mídia (senso comum que dita o que é certo ou errado), nós necessitamos fugir das palavras falsas e manipuladas, resgatando o real sentido e realidade da razão. Precisamos resgatar a natureza humana e reconectarmos ao que nos difere como espécie, e que de fato definem o ser humano como ser consciente de seus atos.

Pare por um instante e pense nas palavras que te cercam, que não tem nenhuma ligação com nada que é real, tangível, verdadeiro ou bom. Por exemplo, você pode falar que é um brasileiro, paulista, carioca, mineiro, capixaba, nordestino, americano, francês, sírio…

Mas o que é isso? O que é um país ou uma cidade?

Países e suas cidades são porções de terra, água, campos e montanhas, e uma outra coisinha simples que chamamos de “fronteiras” que literalmente só existem em nossas mentes… desenhos… e palavras. A praia por exemplo é uma fronteira gerada pelo encontro do mar com a terra, uma divisão real definida pela natureza. Já um país ou cidade é uma simples divisão definida por cores e linhas desenhadas em um mapa. Uma prisão imaginária originada para conter as pessoas dentro de regiões “isoladas”.

Países são originados quando grupos de pessoas muito poderosas não conseguem conquistar outros grupos de pessoas iguais ou tão poderosas quanto (ou após exterminar, escravizar ou “civilizar” os habitantes locais, no caso de indígenas do passado). Imagine um rabisco de giz em formato de corpo demarcado no chão para identificar onde as vítimas permaneceram mortas após o crime, assim são as linhas originadas pelos países.

 

touros-brasilPaíses são como cercas em volta de fazendas de gado, perfeitamente desenhadas para manter você, o “cidadão de bem”, em seu lugar. Reflita o seguinte: “O que muda após você mudar de país?” Seu corpo é o mesmo, a gravidade continua te prendendo no chão e ao caminhar sobre a fronteira a única coisa que muda são regras obrigatórias que chamamos de “leis” e diferentes governantes que tem o poder de forçar o cumprimento das regras. Portanto, países são regiões onde o poder de um grupo de pessoas específicas comandam. São terras controladas por governos, como nós conhecemos.

Vou terminar por aqui e deixar vocês com a seguinte viagem:

Quando você diz “Eu sou brasileiro” não é o mesmo que dizer
“Eu sou governado pelo governo brasileiro” ou ainda
“Eu sou uma propriedade do governo brasileiro”?

Quinta feira que vem termino o raciocínio na parte 2, mas quem quiser debater e discutir sobre o tema é só deixar o seu comentário! 🙂
Até semana que vem e fiquem em paz!

 

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