Segundo o primeiro ministro de Vitória, Daniel Andrews, nenhuma família deve escolher entre quebrar as leis à ver seus entes queridos sofrendo sem tratamento. As mudanças na lei atenderão o cultivo, manufatura e suprimento para os pacientes do Estado. As informações são The Australian.

As reformas transformarão Vitória no primeiro Estado a criar uma indústria potencialmente lucrativa da maconha medicinal, com as mudanças legais que deverão ser aprovadas pelo parlamento para licenciar o cultivo, distribuição e consumo de produtos a base de maconha.

No sistema proposto, a maconha medicinal deve estar disponível para tratar crianças com epilepsia em 2017, com supervisão médica esperada para preparar o caminho para o uso futuro da maconha no tratamento de dores, náuseas e espasmos associados com HIV/AIDS, esclerose múltipla e câncer.

Um relatório da Comissão para Reforma da Lei de Vitória, divulgado no dia 06/10 e aceito quase que em sua totalidade pelo governo, deixa a cargo dos médicos especialistas a decisão de quais pacientes devem ser elegíveis ao tratamento com maconha sob um quadro feito por especialistas.

O plano – disponível apenas para pessoas residentes de Vitória – deve demandar mudanças em uma série de leis de drogas para permitir que profissionais da saúde possuam e distribuam produtos à pacientes de maconha e para que os pacientes possam consumi-los.

Isso exigiria uma renúncia da sociedade à atual lei de narcóticos e aprovação para a importação de sementes para o início da plantação, que será inicialmente cultivada pelo governo antes de ser proposta ao setor privado.

O estado de Nova Gales foi o primeiro do país a aprovar testes clínicos da maconha medicinal para pacientes com doenças terminais e crianças com epilepsia severa. Queensland e Vitória agora também estão patrocinando estes testes.

O primeiro ministro Daniel Andrews teve conversas bem positivas com o primeiro ministro de Nova Gales, Mike Baird, com o primeiro ministro da Tasmânia, Will Hodgman, e com o governo do país, e diz que o sistema pode se espalhar para além das fronteiras de Vitoria. Daniel diz que o plano inicialmente seria pago pelo Estado, mas que tem potencial para sistemas tecnológicos e regulatórios, e os produtos, de serem exportados para outros locais.

O Comissão apela para uma indústria doméstica em Vitória regulada seguindo as linhas da indústria da papoula alcalóide que ocorre no estado e na Tasmânia. Ele rejeitou o plano de “cultivo sua própria erva” para os pacientes.

Ao invés disso, cultivadores de maconha poderão ser licenciados pela secretaria do Departamento de Desenvolvimento Econômico após passar em testes caráter e antecedentes criminais.

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