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Consumir maconha pode ser uma experiência muito diferente para homens e mulheres. Uma pesquisa pioneira explana que, devido aos níveis de estrogênio, as mulheres são pelo menos 30% mais sensíveis do que os homens para as qualidades medicinais da erva.

Com a maioria dos usuários declarados sendo do sexo masculino, não é espanto que a imagem do maconheiro, para maioria da sociedade, seja a de um homem. Entretanto já foi o tempo em que o consumo da maconha era muito mais explanado por eles do que por elas – não sabemos o motivo, mas pode haver inúmeras explicações; porém um novo estudo descobriu que devido ao nível de estrogênio, as mulheres são mais tolerantes ao THC e mais sensíveis aos efeitos medicinais da erva.

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De acordo com um estudo de 2014 publicado na revista Drug and Alcohol Dependence, em uma pesquisa feita com ratos, a psicóloga Rebecca Craft da Universidade Estadual de Washington descobriu que as fêmeas foram 30% mais sensíveis às ‘qualidades analgésicas’ da maconha, mas elas também são mais propensas a desenvolver uma tolerância à droga, o que pode contribuir para uma bad trip.

No período de estudo, foram avaliados os efeitos analgésicos do THC em ratos machos e fêmeas. Após 10 dias de tratamento, as fêmeas demonstraram que a tolerância ao Tetrahidrocanabidiol (THC) mostrou ser significativamente maior do que nos machos.

A equipe também descobriu que uma dose baixa de THC não interrompe o ciclo reprodutivo em ratas, algo que vem sendo debatido e, Craft disse que, precisa de mais estudo. Mas devido ao estrogênio, os efeitos colaterais desagradáveis ​​da maconha – a bad trip, são mais comuns entre as mulheres.

“As mulheres apresentam maior risco de vivenciar efeitos colaterais negativos como ansiedade, confusão, ataques de pânico, alucinações ou paranóia”, disse Rebecca.

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O único efeito, que parece ser mais esperado nos homens é a Larica (fome). Estudos na Califórnia descobriram que o THC estimulou o apetite dos animais machos mais do que os do sexo feminino, ou seja, o efeito “larica” pode ser mais forte para os homens do que as mulheres

Um dos poucos estudos femininos

A maioria dos ensaios clínicos de medicamentos são realizados nos homens, devido ao seu perfil hormonal mais estável. Apesar da recomendação do National Institutes of Health, em 1993, para incluir mais mulheres nos estudos, muitos pesquisadores ainda evitam lidar com as oscilações hormonais inerentes à biologia da mulher. Mas Rebecca Craft vem estudando os efeitos das drogas em mulheres durante anos.

SmokeBud

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