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Sebastián Marroquín, filho do maior tráficante de drogas do mundo não curtiu a série dirigida por Padilha e também explicou o porque defende a legalização de todas as drogas. O papo foi longo mas separamos os melhores momentos para você 😉

Veja nossa resenha (sem spoilers) sobre a série.

O menininho cresceu...
O menininho cresceu…

Sebatistán já escreveu a biografia ‘Pablo Escobar – Meu Pai’, Em entrevista ao Estadão, ele faz pesadas acusações aos produtores, ao diretor José Padilha e critica o ator que interpreta seu pai, Wagner Moura.

Aquilo é um insulto à história da Colômbia e às milhares de famílias de vítimas do narcotráfico. Eles deveriam, primeiro, incluir capítulos para mostrar como a DEA (agência antidrogas dos EUA) cobrava de meu pai impostos para permitir que a cocaína entrasse nos EUA através do Aeroporto Internacional de Miami.

O filho de Pablito, também afirmou que há interesses políticos por trás do projeto e que ofereceu ajuda na curadoria, que foi negada pela produção. Já a Netflix falou que não se pronunciaria sobre as declarações. Narcos 2 está em fase de gravação, sem data de estreia.

A dupla mais valiosa do cinema brasileiro
A dupla mais valiosa do cinema brasileiro

Já o diretor José Padilha disse em e-mail ao Estadão que teve propostas de consultoria remunerada, todas muito bem intencionadas mas sempre buscando remuneração e o filho do Pablo respondeu, ‘Estamos no tempo de escravidão? Quem trabalha de graça?’

Padilha concluiu dizendo que o DEA tinha todas as transcrições das gravações interceptadas de Pablo. A discussão sobre os direitos da se alongou um pouco mais em questões sobre o personagem etc. E você pode ver na integra aqui.

A parte mais interessante da entrevista é quando o filho de Escobar, revela
“Frank Sinatra era melhor distribuidor de drogas do que cantor. Era sócio de meu pai em Miami”

Eu posso lhe dizer que ele era melhor distribuidor de cocaína do que cantor.

– Como pode dizer isso?
Os cartéis da droga existem apenas da linha da fronteira do México com os Estados Unidos para baixo. Onde está o cartel de Miami? O cartel de Nova York? Quem é o chefe do cartel de Chicago, de Los Angeles? Cada quilo de cocaína que entra nos Estados Unidos é convertido em oito, maximizados com veneno. Há uma grande hipocrisia frente à maneira de falar das drogas. Mas não colocaram na série os cartéis que não são administrados nem por mexicanos nem por colombianos.

– Você fala da legalização das drogas em suas andanças pelo mundo.
Acredita ser a saída?
Alguma vez você ouviu dizerem que estava faltando cocaína nas ruas? E quantos traficantes sabemos que foram mortos? Pois no dia seguinte à morte de um traficante, falta droga? Então, matem todos em um dia e verão que também não vai faltar. Há hoje 244 milhões de consumidores no mundo dispostos a comprar alguma droga. A mesma violência dos anos de meu pai, que morreu há 22 anos, ainda não terminou. Quando ele me ensinou sobre as drogas, havia dez tipos. Hoje, já são mais de 460 substâncias.

– A legalização não seria um risco, tornando a cocaína mais acessível onde ela ainda não é?
Ela é acessível em qualquer lugar. E os jovens creem que o que consomem é cocaína, o que já seria terrível, mas na verdade estão usando outra substância que traz apenas 20% ou 30% de coca com veneno. Se você pedir hoje uma pizza e uma droga por telefone, a droga chega primeiro. Isso significa que ela está tão legalizada quanto a pizza. A guerra está perdida.

– E em que ponto teríamos uma sociedade melhor com drogas legalizadas?
Assim como o Estado defende sua soberania, as pessoas têm uma soberania interior com relação ao que querem fazer com seus corpos.

– O problema é quando as pessoas não sabem o que vai ocorrer com seus corpos.
E aí chegamos à catástrofe…
Já estamos vivendo a catástrofe, e ela só vai ser menor na medida em que se eduque melhor. Prefiro ver um jovem comprando cocaína Bayer ISO 9000 na farmácia ao ver este jovem comprando na esquina um produto branco com vidro moído que vai corroer seus pulmões.

– Não está apostando demais na educação pública?
Meu pai me educou sobre drogas quando eu tinha oito anos, e nenhuma criança foi mais rodeada por drogas do que eu.

– Quem são mais perigosos, os políticos ou os narcotraficantes?
É muito difícil estabelecer uma diferença, mas não tenho dúvidas de que a política é muito pior. Esse foi o maior erro de meu pai, ter ingressado em uma máfia que era muito maior do que todas as que ele havia liderado.

– Por que considera esse o pior erro de Escobar?
Ele poderia ter ajudado o povo da Colômbia sem envolver-se com os políticos. Ele queria ajudar as pessoas, e pensou que a política poderia lhe dar as ferramentas para isso. Não entrou na política para roubar porque já era um homem rico a essa altura.

– O que houve com o dinheiro de Escobar depois de sua morte? Não deveria seu usado para reparar as vítimas do tráfico?
Nunca repararam nenhuma vítima. Os políticos da Colômbia levaram esse dinheiro para eles. Não há uma pessoa que tenha sido reparada.

Leia a entrevista completa no Estadão

 

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