Quem descobre a celulose na primeira vez geralmente fica impressionado, fácil de bolar, o baseado fica durinho, transparente, perfeito. Na hora de fumar o medo por parecer plástico some, ela queima suave, devagar e sem nenhum gosto a não ser o da sua erva. Mas passam brisas e brisas e um bom canabista acaba querendo entender como funciona – e o principal – faz mal?

Então começa o mistério, pois as próprias fabricantes dos papéis não especificam exatamente os materiais usados na composição do produto. A própria celulose é realmente um componente totalmente inofensivo e biodegradável, fumar ela é de boa. O desafio foi descobrir se era possível a seda ser 100% pura celulose.

A descoberta foi de que as maiores fabricantes de papel transparente baseado na celulose também tem 10-17% de glicerina. Acontece que é dela que sai essa flexibilidade que a seda tem, mas ao mesmo tempo o fato de se queimar e inalar glicerina deixa qualquer um preocupado.

A solução do papel é encontrar a gramatura mais fina, com o tratamento do papel mais suave e a goma natural. Tipo a OCB Ultimate.

Já a glicerina é necessário entender a substância. Ela é uma das substâncias químicas mais versáteis conhecidas, tem mais de 1500 finalidades, incluindo como ingrediente no processamento de cosméticos, higiene pessoal, remédios e até produtos comestíveis. Ou seja, ela é presente no nosso dia a dia, é obtida a partir de gorduras animais e óleos, é orgânica e não produz nenhum efeito ambiental negativo.

Não parece mais tão perigosa assim não é mesmo? O problema é que a glicerina, ao ser queimada em temperaturas por volta de 200-300 graus libera um elemento chamado acroleína, e ai está o perigo.
A acroleína em contato com nosso corpo leva a uma perda de elasticidade porque ataca as fibras elásticas, podendo desde contribuir com o aparecimento de rugas, como também pode afetar a elasticidade das artérias facilitando um ataque cardíaco.
Ou seja queimar na celulose pode liberar acroleína no seu corpo de alguma forma, são quantidades quase que insignificantes mas ainda sim ofensivas ao nosso corpo.

O BIC queima a mais ou menos 1300 graus, enquanto a glicerina libera a acroleína em temperaturas mais baixas como 250 graus. Será então que estamos salvos pelo BIC? Essa é a defesa de muitos fabricantes de sedas de celulose.

Particularmente não boto muita fé, a liberação de acroleína acontece em algum momento usando as sedinhas transparentes sim, mas é realmente pouquíssimo, calculando a quantidade de glicerina e a combustão produzida pelo legalize já.

Outro fato importante é de a acroleína também ser liberada na fritura de gorduras comuns. É um dos motivos pelo qual técnicas anti envelhecimento recomendam o uso de água ao invés de óleo na fritura de alimentos. A liberação da acroleína na cozinha também é mínima mas suficiente para contribuir na perda de elastina e o aparecimento de rugas, porém o exagero também pode levar a complicações mais sérias.

fries

Nosso organismo é complexo e pode ser prejudicado pelas mais diversas substâncias do dia a dia. Finalizando, a celulose do seu beck vai ter fazer tanto mal quanto o arroz de lei da sua casa ou a feijoada da larica de sábado à tarde. Agora vai analizar o refrigerante que voce tomou.

 

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7 COMMENTS

  1. Colega achei boa a informação, entretanto, achei que ficou um pouco subjetivo. Seria interessante ver alguns números, fontes etc…. quer dizer que cada celulose fumada equivale a um refri lata? Hehehehehe

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