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Nova pesquisa sobre o efeito da erva em adolescentes é realizada e desbanca o recente estudo que encheu os proibicionistas de plantão de argumentos: fumar maconha antes da maioridade, como já era esperado, não aumenta os riscos de evoluir problemas psicóticos na fase adulta.

Há mais ou menos um mês atrás, saiu uma pesquisa que foi um prato cheio para os proibicionistas da erva: fumar maconha na adolescência aumenta as chances de desenvolver algum transtorno mental na fase adulta, como psicose ou esquizofrenia. Segundo informações publicadas pelo R7, e replicadas pelo UOL e BBC, Robin Murray, professor de pesquisa psiquiátrica de um instituto em Londres, o Instituto de Psiquiatria Kings College, afirmou que o problema pode decorrer devido à paranoia e a desconfiança gerada pela cannabis durante a brisa para os fumantes de skank ou maconha – haxixe, segundo ele, tá liberado. Ele afirma que fumar maconha antes da maioridade aumenta 3 vezes a chance de surtar na fase adulta.

Para nós do Smkbd, o estranho dessa pesquisa foi que fatores terceiros como problemas genéticos e outras características do “habitat” dos que participaram da pesquisa não foi considerado e parece que Universidade de Oxford e a Universidade de Leeds se prenderam nesse mesmo detalhe, já que fizeram um novo estudo pra colocar essa informação à prova.

Nessa segunda pesquisa, publicada pelo Metro UK, para descartar os fatores genéticos, os especialistas consideraram 4.830 gêmeos de aproximadamente 16 anos e puderam constatar que só foram desencadeados surtos psicóticos por conta de fatores externos, como problemas pessoais, financeiros ou em relacionamentos, principalmente na escola (bullying). Segundo o relatório da pesquisa, esses problemas, em alguns casos, também foram os motivos pela procura da planta.

Como em outros episódios, a maconha não é a vilã da história, muito pelo contrário. Em casos onde o surto poderia surgir devido ao estresse, os sintomas foram amenizados.

Publicado na revista Psychiatry Research, os especialistas que fizeram a segunda pesquisa afirmam que “o uso de Cannabis e a experiência psicótica co-ocorre devido a fatores ambientais. Se concentrar em ambientes específicos pode revelar por que o uso de maconha na adolescência e experiências psicóticas tendem a ‘viajar juntos. A exposição a desvantagem socioeconômica podem induzir estresse que desencadeia o desenvolvimento de episódios psicóticos e uso de cannabis.”

Sabemos que a maconha, por ser um psicoativo, pode sim acentuar problemas psiquiátricos em usuários que já possuem histórico de surto psicótico, por questão genética, mas a sensi não é a causadora do problema… Ponto para a erva.

3 COMENTÁRIOS

  1. Ok então vamos lá. O que os psiquiatras alertam é que indiscutivelmente fumar maconha pode desencadear crise psicotica em pessoas suscetíveis. Ou seja, um adolescente que tem genética suscetível, pode antecipar sua primeira crise psicótica, algo que só ocorreria daqui a muitos anos ou talvez não ocorresse se não houvesse o fator desencadeante, no caso, a maconha. E mesmo que fosse certo que algum dia ele desenvolveria o transtorno, quanto mais cedo a primeira crise, pior é o desenvolvimento da doença. Ou seja: ter a primeira crise na adolescência é muito pior do que na idade adulta. A doença vai se desenvolver de modo muito desfavorável, trazendo muito sofrimento e dificuldade de tratamento. Anos de vida e mente saudáveis perdidos, muito antes do previsto.
    Logo, será que vale o risco de fumar um baseado e se você for geneticamente suscetível, abrir um quadro de esquizofrenia na adolescência?

    • Olha, por isso pedimos pela legalização, o acesso a informação possibilitaria que um medico alertasse legalmente uma pessoa que tem chances de desenvolver tal problema. Com a cannabis na proibição fica difícil. Tudo faz mal para alguém, basta saber separar as coisas. É bom lembrar também que de contrapartida estão as diversas melhoras que a planta traz para o ser.

      • Não há como saber quem tem chance de desenvolver a doença. Ter casos que esquizofrenia na família é um fator de risco, mas não é determinante. E não precisa ter casos na família para desenvolver esquizofrenia ou qualquer outra doença psicótica. Assim, não há como “alertar legalmente uma pessoa que tem chances de desenvolver tal problema”, como você sugeriu. E mesmo que houvesse, não tem essa de “legalmente”. Um médico pode alertar e instruir mesmo sendo ilegal: existe sigilo médico , e médicos orientam e tratam usuários de drogas ilícitas o tempo todo. Ou seja, esse seu argumento a favor da legalização é balela.
        O acesso à informação não carece de legalização. O texto acima, inclusive, é um desserviço a população pois dá a entender que não há risco. E como expus anteriormente, desenvolver esquizofrenia na juventude é uma tragédia.
        Os benefícios médicos existem, mas para uso medicinal bem demarcado, e não para a população em geral.

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