O julgamento sobre a descriminalização da maconha está suspenso no STF desde o pedido de vista do Ministro Teori Zavascki, mas a questão é: será esse o momento para apresentar o recurso? Leia a explanação do ativista e advogado da marcha da maconha André Barros sobre a questão.

Para ativistas da maconha, bomba tem duplo sentido. Se estiver bem apertada, é positivo, mas, se for “calça frouxa”, é negativo, pois a brasa pode cair e furar sua calça. Estamos no meio das tais da pautas bombas. Sem dúvida, estas circunstâncias políticas influenciam o julgamento sobre a descriminalização da plantação e do consumo da maconha ou de todas as substâncias tornadas ilícitas que está rolando no Supremo Tribunal Federal com o Recurso Extraordinário 635.659. É o recurso do seu Francisco Benedito de Souza, que dançou dentro de sua cela com duas gramas de maconha e está sendo movido pela brava Defensoria Pública de São Paulo.

A questão é se nesse momento será a boa apresentar o recurso pra jogo? Os extremos estão bandeirosos no jogo do poder. Tudo está muito claro agora. Fizeram da política um negócio e a democracia representativa dos negócios acabou. Cunha está no meio dos tucanos e petistas com a sua pemedebização da política. O PMDB, que serviu tão bem aos tucanos no governo FHC, e também aos petistas no governo Lula, agora está no meio do fogo cruzado.

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Os tucanos querem que Cunha receba a Denúncia contra Dilma por crime de responsabilidade e os petistas querem que o presidente da Câmara do Deputados rejeite. No meio desse fogo cruzado, estão as pautas. Os fascistas que estão dentro do governo Dilma e no seio das alianças dos negócios políticos apresentam suas pautas de chantagem. Atacam direitos humanos civis e políticos. Tentam reduzir a maioridade penal e querem criminalizar o aborto de mulheres estupradas. Colocam questões tão caras à democracia com “D” maiúsculo no meio dessa política de chantagens dessa democracia representativa falida, que fez da política um negócio. Verbas de campanhas privadas em troca de licitações públicas combinadas. É essa política representativa dos grande partidos do Congresso Nacional que acabou, mas não sabemos ainda como enterrar. O pior é que esse falido sistema de representação volta a rondar com os fantasmas da ditadura militar. Teremos eleições municipais ano que vem e junho de 2013 pode nascer de novo em novo formato. Parecido com o que aconteceu na Espanha com o “Podemos” e na Grécia com o “Syriza”. O mundo viu nascer, no berço da Democracia, Aléxis Tsípras, um político grego que veio contestar essa política de austeridade dos banqueiros da União Europeia da Alemanha de Angela Merkel.

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O recurso da maconha no Brasil está no meio de todo esse contexto. Estamos ganhando o julgamento por 3 X 0 e não podemos deixar a luta morrer na praia. Trazer o processo para a pauta neste momento é arriscado, mas, parado, pode apagar. Algo favorável precisa acontecer para que o julgamento volte no momento certo. Quando tínhamos nossas ações sobre a legalização da Marcha da Maconha, movidas em 2009, achávamos que elas iriam morrer. Mas veio a Marcha da Maconha de São Paulo em 2011, um momento histórico. Foi no enfrentamento na avenida Paulista e nas ruelas do centro paulistano que pautamos o STF. Depois das imagens da repressão policial do sistema penal punitivo paulista e da resistência d@s ativistas da maconha, a suprema corte colocou nossa causa em pauta e ganhamos por 8 x 0 a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 187.

Algo favorável à maconha precisa acontecer para o RE 635659 voltar bombando!!!

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