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Zé Polvilho #016 (facebook.com/cannabicomix)

Quantas vezes você já ouviu essa fábula sobre a maconha ser a porta de entrada para outras drogas?

Inclusive já foi um assunto discutido aqui no site.

É, amigo, quem fuma um já está careca de saber que a verdade é mesmo outra. Que a real porta de entrada para as drogas são o cigarro e a cerveja, drogas totalmente lícitas, principalmente a cerveja que, com suas propagandas machistas e sua facilidade de venda, sempre foi, sem dúvida alguma, e ainda é a grande “porta de entrada” que a sociedade tanto fala.

Em qualquer lugar se vende e hoje em dia existe até um movimento “gourmetizador” da cerveja. Algo que não condeno, longe disso! Inclusive sou degustador (risos).

Apesar de ser uma droga de fácil acesso e com efeitos fortes a longo prazo, sou daquela porcentagem que acredita que cada um deve saber de sua própria vida.

Como disse o Dr. Drauzio Varella no ótimo debate promovido pela galera do Quebrando o Tabu (que você pode assistir na íntegra aqui), “uma droga leve tomada todos os dias se torna pesada e uma droga pesada tomada de vez em quando se torna leve, pois cada um sabe a sua medida e deve saber o limite de seu próprio corpo”. Isto com base de que cada organismo reage diferente à determinadas substâncias.

Mas, apesar do que muitos podem pensar, nem sempre fui um adepto de defender a erva verde que tanto amo. Na adolescência fui mais um destes que tinha muito preconceito contra quem fuma maconha, não escondo isso. Talvez o fato de que na realidade em que eu me encontrava na “vila” (popularmente conhecido como favela em outros lugares do país) formasse esta minha opinião. Em parte por não conhecer, na época, ninguém que realmente tivesse a cabeça no lugar e gostasse de dar uns tapas de vez em quando. Porém, foi logo entrando na faculdade que vi que não existe um determinado perfil do chamado “maconheiro”.

Médicos, advogados, publicitários, homens de negócio e todo o tipo de gente fuma um baseado e essa é a feliz verdade por trás do que uma sociedade hipócrita esconde.

Acredito sim que, aos poucos, a cena está mudando de figura. Já estamos avançando socialmente com propostas que, apesar de estarem engavetadas na fila para votação, são saídas para a legalização e regulamentação do plantio, do estudo, do comércio e do consumo de cannabis no Brasil.

Já se fala até mesmo em legalização para todas as drogas, a exemplo de Portugal, mas sabemos que isto ainda tem muito pano pra manga por aqui.

Enquanto isso, ao menos é sabido que a maconha, hoje considerada o novo ópio pela OMS pelo seu caráter medicinal, pode ser entrada para muita coisa, inclusive a geladeira. Mas para outras drogas, depende muito da cabeça de cada um.

E você, o que acha?

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