Apoiomedicos maconha

Durante esses quase três longos anos que estou envolvido com a maconha medicinal, estudei sobre o assunto, participei de diferentes tipos de eventos, conheci milhares de pessoas, centenas de famílias com histórias emocionantes de dor e superação, empresários do ramo, políticos, cultivadores, pesquisadores, alunos, etc.

Ouvi histórias e argumentos de pessoas que lutam para que a maconha venha a ser liberada ou regulamentada, por outro lado, conversei também com pessoas que defendem a completa proibição e outros que defendem só o medicinal e não possuem opinião formada sobre o industrial ou recreativo.

De todos os argumentos, vindos dos diversos seguimentos, um deles se destaca e ficou fortemente gravado em minha mente, pois foi usado para justificar o desejo de proibir inclusive o uso medicinal, sendo ele: “a maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas”.

Em uma audiência pública na Câmara dos Deputados em 2014, pude assistir novamente esse argumento em forma de apresentação, no power-point. A apresentação fazia referência aos percentuais de pessoas que usavam cocaína e que haviam usado maconha anteriormente, comprovando-se assim que é a porta de entrada.

Penso que o estudo poderia ter credibilidade se não fosse um único detalhe, não era isento, foi feito para provar seu argumento e isso torna-o tendencioso e sem validade do ponto de vista de fundamentação.

Acredito piamente que se fosse usada a mesma metodologia para verificar quantas pessoas haviam consumido coca-cola em suas vidas, antes de usar cocaína, possivelmente chegaríamos à conclusão de que a coca-cola é porta de entrada, o que não faz nenhum sentido, assim como no caso da maconha.

É preciso ficar de olho, acompanhar de perto esses eventos que trazem ao debate as opiniões divergentes sobre o tema e estar preparados para contribuir positivamente com a formação da opinião dos gestores públicos.

O assunto é sério e não podemos brincar com a vida e a saúde das pessoas, argumentos favoráveis ou contra devem estar fundamentados e validados, para que se tenha um debate de qualidade e venhamos ter uma regulação justa, que atenda às necessidades e anseios da sociedade.

Hoje, posso garantir por estar vivendo diariamente a maconha medicinal no tratamento da Anny que é verdadeira a afirmação: a maconha é sim a porta de entrada mas, porta de entrada para a qualidade de vida de muita gente, para a vida em abundância.

#PenseNisso

Mestre em Engenharia de Produção pela UFSC, consultor empresarial, professor universitário e funcionário de carreira da CAIXA. Pai da Anny Fischer, primeira brasileira autorizada judicialmente a importar derivado da maconha para uso medicinal. Casado com Katiele Bortoli, a familia luta unida pelo direito ao acesso de todos e da livre escolha em como se tratar: importando, produzindo no Brasil, laboratório ou auto cultivo da maconha.

1 COMENTÁRIO

  1. sabe, faz algum tempo que que estou fumando a planta e sinceramente o meu passado antes dela era um pouco sombrio, antes eu tinha pensamentos depressivos, tinha pensamentos cruéis e fiz coisas terríveis com o meu corpo quando me deram antidepressivos sem parar
    hoje quando fumo um eu consigo planejar meu futuro, consigo agradar a minhã a mãe me controlando emocionalmente e estou tentando manter a minha paz com a natureza e amar, parei de fumar cigarro e beber, que sempre me trazia dores de cabeça. digo que a planta me salvou e queria que muitos soubessem.

    queria só saber plantar ela cultivar ela.

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