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As novas autorizações seguem a obtida pelos pais da pequena Graciela, que ganhou em tribunal e teve reconhecido pelo executivo o uso medicinal da planta. O produto poderá ser importado apenas mediante receita médica. As informações são da AFP e do Uol.

O governo mexicano autorizou a importação do extrato de maconha rico em canabidiol para duas meninas, somando-se ao caso pioneiro da pequena Grace – que ganhou em tribunal e teve reconhecido pelo executivo o uso medicinal da planta.

O ministério da Saúde, através da Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), autorizou a importação da droga na última sexta-feira “a fim de acelerar o acesso dos pacientes aos tratamentos alternativos”, noticiou nesta segunda-feira a Cofepris em comunicado.

Os pais das duas meninas, Ana Paula e Aline, cujas doenças e idades não foram divulgados, apresentaram o pedido em 21 e 28 de janeiro e ganharam porque a droga exigida não contém a substância chamada tetraidrocanabinol (THC), restrita pela legislação sanitária do país.

O produto que poderá ser importado apenas mediante receita médica é “RSHO-X Real Scientific Hemp Oil”, que não tem registro sanitário no México e é fabricado nos Estados Unidos, explicou a Cofepris.

Estas duas novas autorizações seguem a obtida pelos pais da pequena Graciela, uma menina de oito anos de Monterrey (norte), que sofre da Síndrome de Lennox-Gastaut, um grave tipo de epilepsia muito difícil de tratar.

Sua vitória ocorreu graças a uma batalha legal e midiática difícil já que, depois que o Conselho Geral de Saúde negou a permissão, a defesa de Grace apelou e, em uma decisão histórica, um juiz federal concedeu-lhe em 17 de agosto passado.

O aval histórico para o tratamento, que seus pais dizem que tem sido muito eficaz, fez com que no México começasse a ser discutido o uso terapêutico da maconha e que uma senadora governista apresentasse uma iniciativa para a importação de drogas com base em cannabis no país.

Na terça-feira passada, o secretário do Interior, Miguel Angel Osorio Chong, reconheceu que há uma “opinião da maioria sobre os benefícios terapêuticos” da maconha e que está aberto a discuti-los na abertura de um debate nacional histórico sobre o uso de planta.

Os casos das três meninas também se juntam à decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro passado, favorável a quatro membros de uma organização para cultivar maconha para consumo pessoal.

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