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No último sábado, 23 de maio, aconteceu a Marcha da Maconha na cidade de São Paulo que teve como reivindicações: uma nova política de drogas, liberdade aos usuários presos e claro a legalização total da erva. Nesta edição da MM, o SmokeBud levou pro evento uma pessoa que nunca fumou maconha e que nunca participou da marcha – a psico-oncologista Solange, de 54 anos, mãe de um dos colaboradores do Smkbd.

“Ouvi falar de maconha quando eu era menina nos anos 70. Na época, a maconha era considerada a pior droga que tinha. Falavam que era coisa de bandido, um caminho sem volta” – nos disse Solange.

Os anos 70, apontado no relato de Solange, foi o início do governo de Richard Nixon – norte-americano considerado como um dos principais colaboradores para que a cannabis ganhasse a fama de “droga do diabo”.

 “Eu ficava com medo sim. A gente falava: poxa, aquele é maconheiro. Não vou ficar muito perto não” – contou Solange.

Assim que o Smkbd chegou ao vão do MASP, acompanhado de Solange, ainda era cedo, mas já havia movimento de pessoas da organização da marcha. Apresentamos a ela algumas pessoas envolvidas no ativismo e revelamos o que essas pessoas faziam. Para surpresa de Solange, que é mãe de dois filhos, muitos eram estudantes de reconhecidas instituições, alguns  atuavam no estudo medicinal da maconha e outros tinham trabalhos comuns . “Olha lá, e não é que são inteligentes” – falou Solange com um sorriso.

Não demorou muito pro vão do MASP ser tomado por diferentes aromas de cannabis e coberto por uma espessa nuvem de fumaça canábica.

“Eu imaginava que ia ter muita gente fumando maconha e é o que tá acontecendo agora. Eu to cercada de gente fumando maconha. São pessoas normais, jovens, de todos os tipos e de todas as tribos”.

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Nuvem canábica em direção à Avenida Paulista.

Depois de certo tempo, a concentração de ativistas e maconhentos tomou o local. Solange e a equipe Smkbd avistou um casal fumando bem ao lado de uma criança, de no máximo 5 anos de idade. Solange olhou desaprovando. “Eu apoio a maconha medicinal com certeza. Se faz o bem porque não apoiar? A recreativa eu tenho minhas dúvidas. Acho perigoso. Tem que ter um critério. Um menino de 12, 13 anos não é legal fumar maconha, assim como não é legal nem beber e nem fumar (tabaco)”.

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Pai e filho acompanhando a marcha.

Quase próximo ao momento da saída da marcha, no esperado horário das 4h20 da tarde, nossa inusitada visitante precisou ir embora, tinha outro compromisso. Será que de tanta marofa bateu uma larica nela? Brincadeiras a parte, Solange saiu dizendo “To achando bacana, interessante, bastante gente, não vai ter violência. Acho que eles vão fumando maconha, caminhando e aproveitando tranqüilo, nada assustador”.

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Quem também acredita que o evento é tranqüilo e pacífico é o policial militar do 11º batalhão (área central), o capitão Aurimar, um dos responsáveis por observar de longe a Marcha de Maconha de sampa. Ele nos contou, em off, que conhece o público da MM e que os participantes não geram conflito pra PM. Aurimar disse apoiar uma regulamentação para a droga da mesma forma que existem políticas para o consumo do álcool e tabaco. Mesmo a Polícia Militar sendo “desconvidada” pela organização da MM, o capitão se queixou, pois gostaria de ter sido informado pelo menos do trajeto da marcha. A ideia da organização foi fazer a própria segurança, o que é muito válido. Temos apenas que prestar atenção de que existem pessoas de farda que já conseguem enxergar com bons olhos as reivindicações dos ativistas canábicos.

Eaí curtiu a experiência e quer levar sua mãe, pai, avô, avó, a família toda numa marcha da maconha? Então acesse e confira a agenda completa, clicando AQUI ou acessando o //marchadamaconha.org

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