Apoiomedicos maconha

Em outubro do passado começou o cultivo de 6.900 sementes de maconha em um terreno localizado no interior do Chile. Essa semana o cultivo, já grandinho, ganhou destaque no mundo como a maior plantação de maconha do continente.

A iniciativa começou em 2015 pela Fundação Daya e espera-se colher 1.500 quilos de maconha entre os meses de março e maio, sob a supervisão do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile. A ideia é transformar plantações em uma plataforma de desenvolvimento para a Maconha Medicinal, mostrando para a comunidade da onde vem a tal maconha medicinal.

“Neste momento temos o cultivo mais grande da América Latina e está sendo observado com muita atenção por todo o mundo, disse Ana María Gazmuri, presidenta da associação.

O Avanço
Mais que plantar a ideia é benificiar de forma gratuita a quatro mil pacientes, 200 pra cada comunidade que participou do financiamento. E favorecer primeiramente pra quem tem patologias oncológicas, epilepsia refractaria ou doenças com dor crónica.

A Seleção
“Em cada município haverá uma equipe médica que estará fazendo todas as buscas e perguntas que corresponde ao estudo e entregando, a principio semanalmente e depois quinzenalmente a quem estiver participando,” disse Gazmuri.

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Responsáveis
Karen Rojo
, prefeito de Antofagasta, uma das cidades que participa do projeto, “É super bom contar com esse tipo de medicamento que poderá ajudar e muito na qualidade de vida dos pacientes. A nossa cidade é uma das que tem os índices mais elevados de câncer no país”.

A iniciativa também conta com a participação técnica da Universidade de Valparaíso, enquanto o Laboratório Knop ficará responsável pelo desenvolvimento fitofármaco – princípio ativo isolado da planta medicinal, sem passar por qualquer alteração molecular
e estudos cínicos. “Acreditamos que teremos pelo menos 3 medicamentos diferentes segundo o tipo de patologia: para tratamento de câncer, para tratamiento de oncológico como fibromialgia, esclerose múltipla e epilepsia refractaria”, detalhou o laboratório.

Quem ficará responsável pelos estudos clínicos serão as instituições de saúde pública, como o Instituto Nacional del Cáncer, o Hospital San Borja Arriarán e o Hospital Las Higueras de Talcahuano.

O medicamento ainda  apresentados ao Instituto de Saúde Pública local para que nós analise e vejamos se o medicamento pode ser aprovado para uso humano, explicou Pamela Milla, chefe da Agencia Nacional de Medicamentos de Chile.

Em dezembro do ano passado, a Presidenta Michelle Bachelet assinou um decreto que estabelece ao Instituto de Salud Pública o direito de ter e controlar o uso de maconha para elaboração de produtos farmacéuticos para humanos.

A iniciativa é a segunda do tipo, em 2014 a cidade de La Florida iniciou um projeto para conseguir atender a 200 pacientes com doenças oncológicas.

O futuro
O Congresso chileno também está tentando avançar lentamente no debate de um projeto para descriminalizar o autocultivo da maconha para uso medicinal e recreativo.

Via: jornal chileno – La Tercera
Tradução: Jonas Rafael Rossatto, SmokeBud

 

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