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Não é exagero: esta semana ficamos contando as horas pra ver o primeiro episódio da série que conta o caminho do principal personagem da história da Colômbia. No começo já sabíamos alguns dados sobre Pablo Escobar – o traficante que queria ser presidente. Mas depois de vermos os 10 episódios, viramos praticamente brothers do Pablito. Descobrimos que ele nem curtia a cocaína e que gostava mesmo de maconha! Mas vamos te contar tudo, mas, é claro, sem spoilers!

Um dos principais pontos altos da série foi José Padilha dirigindo o roteiro de Pablo Escobar e com Wagner Moura no papel do narco-traficante. José é um gênio em mostrar as situações cotidianas do cabo de força invisível entre a polícia, a política, o tráfico e a sociedade.

Padilha conquistou o maior recorde de bilheteria em um filme Brasileiro.
Padilha conquistou o maior recorde de bilheteria em um filme Brasileiro.

Uma vez li uma entrevista do Marcelo Yuka, músico e ex integrante do O Rappa, na SemSemente onde conta que questionou Padilha em um debate na GNT sobre a criação do famoso Capitão Nascimento – “herói nacional” e policial violento, que mesmo não sendo corrupto coloca um cara no saco e o tortura sem peso -, dizendo que o personagem tirou vários fascistas do armário (como o Luciano Huck, ao dizer “chama o Capitão Nascimento”, quando roubaram seu relógio).

Essa cena, poderia ser do caso Amarildo, onde os policiais ignoram os direitos humanos.
Tropa  de Elite 2 foi o filme de maior bilheteria nacional

Para Yuka (e para nós), Nascimento não representa uma boa polícia para o Brasil. Para o diretor, a história é diferente e afirma: “Então eu cumpri esse papel, porque tirei essas pessoas do armário”. E realmente ficou claro e mais nítido e agora vemos quem se diz intelectual, mas que pensa dessa maneira (violenta e sem valores morais). Então realmente o cara tem o dom.

Esse tipo abordagem política que Padilha usa faz muito sucesso. Desde o longa Ônibus 174 (2002), o diretor vem ganhando muitos prêmios e subindo no conceito de todos, inclusive dos gringos. Tanto que foi chamado para dirigir o novo Robocop, ficção de 1987 que virou remake contemporâneo e há muita similaridade com o contexto atual.

Com este histórico em mente, o Netflix apareceu com a ideia de produzir uma série sobre os feitos do maior traficante da América-Latina de uma forma diferente (já existe uma série colombiana que trata do assunto, a Pablo Escobar: O Senhor do Mal”, mais no estilo novela). E se há algo que adoramos, é alguém que sabe contar uma boa história. E Padilha sabe!

A primeira temporada INTEIRA de NARCOS já pode ser assistida, já que foi disponibilizada pelo Netflix no dia 28 de agosto para deleite da geração “stream”. E assim começamos a conhecer a história da criação lendário Cartel de Medellín em uma produção que tem uma fotografia impressionante! Não por menos: a direção de fotografia é a mesma do filme O Labirinto do Fauno, então dá pra ter uma ideia de porque está tão bem feito.

Dúvida? Então saca só o trailer da série abaixo:

No começo da “carreira”
Pablo era um contrabandista, fumava um e só passou a lidar com cocaína pra fazer dinheiro, muito dinheiro. Ele começou com a fama de “Robin Hood” local pela população, porém pouco depois o público em geral o consideravam o mais brutal e impiedoso – o que deixava mais cabulosa a história.

Enquanto o DEA, a agência antidrogas dos EUA, ainda perseguia maconheiros, Escobar passou a comandar mais de 80% do comércio mundial de cocaína durante os anos 1980 – chegando a figurar a lista de bilionários da revista “Forbes” em 1987, se tornando o traficante mais rico da história, conhecido até hoje como o “Rei da Cocaína”.

Quem curte cinema, vai ver referências do clássico de Martin Scorsese, “Os Bons Companheiros”: de um lado, a investigação “fora da lei” por parte do agente do DEA, Steve Murphy, pra prender o Pablo Emilio Escobar e seu primo Gustavo Gaviria; Do outro, a atuação do tráfico de drogas na política e nos altos escalões da Colômbia.

DEA, o principal inimigo de Pablo
DEA, o principal inimigo de Pablo

…Mas não era um problema da Colombia ou América Latina. Era um problema norte-americano.

Não é spoiler! Para quem já leu um pouco sobre história, sabe como somos afetados diretamente pelas políticas norte-americanas. E, em NARCOS, você vai ver exatamente isso: um país vítima da proibição abaixo dos olhos norte-americanos querendo controlar e “recuperar” o dinheiro movimentado pelos traficantes, e principalmente pelo maior produtor (Escobar, claro).

A produção tem duras críticas a Washington, principalmente ao mandado de Richard Nixon (1969-1974), que fez vista grossa quando a cocaína chegou por lá, e à Ronald Reagan (1981-1989), que lutava igual à um louco contra o comunismo. E a série documenta tudo, sem se omitir ou ficar em cima do muro.

NARCOS garante o que poderia se esperar da guerra as drogas: violência, sangue, abuso, e conflitos mortais entre os dois lados da moeda, onde a paz é mencionada… mas será que é alcançada?

 
 

No fim da temporada, vemos que não é só uma série, é um documentário que mostra o negócio que conhecemos como narcotráfico. E Pablo não curtia cheirar cocaína por suas mortes letais, então ele ficava só “boldinho”.

Ao contrário do que disse a crítica de outros portais, a série é boa sim, tem uma equipe de fotografia foda, e recomendamos. Duvido que você consiga assistir menos de um episódio por vez. Mas enfim, assiste e depois conta pra gente o que achou, beleza?

Veja também o conteúdo extra dessa matéria.

 

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