Apoiomedicos maconha

Nesta quinta-feira quem lê o portal de notícias da Globo, o G1. Viu um homem que é arrancado do carro, arrastado e agredido por dois ladrões que queriam roubar o seu veículo nesta quinta-feira (6), em São Carlos (SP), no entanto ele reagiu e posteriormente disse à polícia que estava tentando salvar o remédio de alto custo do filho.

O fato aconteceu por volta das 7h quando Adex Jorge saia de casa, no Jardim Medeiros, e foi registrado por uma câmera de segurança. (Confira o vídeo abaixo).

A Polícia Militar fez buscas com a ajuda de um helicóptero, mas eles ainda não foram encontrados.

Dois ladrões abordaram ele quando ele abriu o portão para colocar uma sacola na lixeira. Na imagem, um dos homens o puxa para fora do carro e o arrasta pelas pernas.

Ele ainda o agride com chutes. O outro ladrão também chuta Jorge no chão e depois os dois entram no carro e vão embora, deixando-o caído na rua.

Jorge disse à polícia que não queria sair do carro porque dentro dele estava o medicamento do filho, que é à base de canabidiol. Um remédio de alto custo e difícil de conseguir.

O medicamento é usado para tratar o filho João Vitor, que tem uma Síndrome de Dravet, uma doença rara que causa crises convulsivas.

EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV
EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV

Quando nasceu, o menino tinha, em média, 150 crises por dia e começou a tomar o remédio, feito com extrato de maconha, em 2012. O medicamento custa cerca de R$ 5 mil e a família entrou na justiça para ter direito ao tratamento. O caso foi mostrado pela EPTV, afiliada da TV Globo, em 2015.

Reação
Jorge disse que ofereceu resistência porque achou que a arma usada pelo assaltante para lhe ameaçar era falsa. Mesmo preocupado em recuperar primeiro o medicamento do filho, na avaliação da polícia, reagir assim a um assalto não é recomendado e perigoso.

“A vítima foi surpreendida, que é quando está chegando ou saindo de casa, foi rendida e entrou em luta corporal porque achou que a arma era de brinquedo, o que é um erro porque até a gente tem dificuldade para diferenciar uma arma de verdade de uma de brinquedo. Não deve em hipótese alguma reagir”, afirmou o capitão da PM, Renato Gonzalez.

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