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Grupo no Facebook dedicado só as maconheiras é o segredo para fugir do machismo canábico.

Esta semana o SmokeBud teve a oportunidade de conversar com um grupo fechado no Facebook dedicado somente a maconheiras aonde os homens não são bem vindos. “A regra é: Sem Homens. Só MaconheirAs!” é o lema do grupo Só MaconheirAs, criado por uma estudante de letras de 24 anos. Cansada de assédios e comentários vulgares nos grupos destinados a temática da cannabis, Aline teve a ideia de montar o grupo somente para garotas que apreciam a ganja. “Existe muito assédio [nos grupos abertos] e de um tempo pra cá a gente está vendo post com fotos de pênis, de sexo e isso é chato né?” desabafou a estudante. Em menos de 24 horas de grupo já havia mais de 100 integrantes. De acordo com a criadora do grupo, que é bissexual, o público abrange todo universo feminino, desde heterossexuais, bissexuais até lésbicas.  A estudante contou ao SmokeBud que o objetivo do grupo é poder postar fotos e conteúdo com suas amigas sem julgamento.

Além do apelo em fugir dos comentários desrespeitosos, a criação do grupo Só MaconheirAs surgiu em um feliz momento, visto que a discussão sobre maconha no país aumentou neste ano de 2014. Se o tema ainda é tabu, dentro do mundo feminino este tabu é muito maior. Os abusos não acontecem somente com meninas, com garotos homossexuais também ocorre assédio virtual. “É praticamente proibido meninos se assumirem gays no meio dos maconheiros, se quiserem ser aceitos. É uma barreira muito grande a ser vencida” disse a estudante.

“A cultura canábica no Brasil é machista” 

Consultamos o advogado criminalista, Marco Borlido, e ele nos disse que infelizmente o Brasil carece de um órgão responsável por regulamentar o uso da internet e conseqüentemente o uso das redes sociais. Por esta falta de legislação vigente “se uma pessoa for vítima de ofensa na internet, caberá a ela fazer um B.O em desfavor do ofensor … e fazer este boletim numa delegacia ou em delegacias especializadas no combate aos crimes eletrônicos”. Marco nos explicou que a denunciante pode também encaminhar a denúncia ao Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal.

As maconheiras que quiserem participar do grupo Só MaconheirAs precisa acessar a página do grupo no Facebook, dar um salve que gostaria de ser integrante e aguardar ser aceita pelas administradoras do grupo. Abaixo alguns dos posts do grupo (para ampliar clique na imagem):

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 Na Pontinha ~

É, estamos achando que alguns buddies estão precisando mudar de atitude e respeitar as buddies, budgirls, ganjagirls, enfim, acho que nome pra elas não vai faltar – desde que com respeito. Mas fica ai nossa mensagem: Respeitem as MaconheirAs!

9 COMENTÁRIOS

  1. Me desculpa mas tinha que partir de uma bissexual, tática pra se aproveitar “cabeças novas”, e vem usar machismo, bla bla bla, eu nunk vi ninguém no meu meio canabico que despreza homossexuais, problema e que eles próprios se excluem como essa dai ta fazendo, que se desprese os racista e pronto, a maioria não é, bem vindo ao brasil das cotas, raças, grupos sexuais !!

    • Desculpe você.
      Organizo a Marcha da Maconha na minha cidade, participo de diversos grupos para “amantes canábicos” e SIM existe machismo, sexismo e MUITA homofobia dentro dos grupos.
      Participando atualmente do grupo apenas para mulheres, me sinto muito mais confortável para postar fotos e debater assuntos sem que haja piadas com o quanto “sou gostosa” ou com “convites” para fumar um.
      As regras são claras e não permitem DESRESPEITO entre as integrantes do grupo.
      Homens não deveriam falar sobre em qual espaço me sinto desrespeitada, pois só EU (por ser mulher) sei o que incomoda.
      Vocês deveriam ouvir e aprender a respeitar a luta!
      Ps: Seu comentário homofobico já começa no: “mas tinha que partir de uma bissexual”. Poderia ser uma hetero, uma lésbica, ou trans…
      PODERIA SER O QUE QUISER!
      Ela se garantiu em permitir um espaço para que mulheres maconheiras que sofrem com assédio, se sentissem BEM!

      • Infelizmente é isso, a cultura do país é demasiadamente machista. Enquanto uns 5% dos homens tem noção de respeito entre gêneros, o restante estraga a porra toda. Ainda assim, Existem grupos menores onde o respeito impera, e acho que segregar resolve no começo, mas não é bem o ideal. Todavia a razão está com vocês. Boa sorte meninas!

        • Assim como existem grupos que há respeito (e eu participo de muitos), existem aqueles que, infelizmente, não temos o mesmo conforto.
          E não considero um espaço que segregue, ele apenas te deixa mais confortável.
          Sempre bom que mulheres possam debater com outras mulheres a respeito de vários assuntos. As vzs, é até melhor do que com uma intervenção masculina.
          Ali é um espaço só nosso. =)
          Obrigada, Caio.

      • Então a questão não é machismo, preconceito e desrespeito no meio de maconheiros e maconheiras. São esses mesmos pontos no meio cybernético.
        Pq no meio em que frequento, não vejo esse tipo de desrespeito. É só na internet, onde liberdade de expressão se confunde com falta de respeito.

  2. Vou ser bem sincero, dessas imagens postadas no artigo como exemplos do que rola nesse grupo, eu posso afirmar que se um homem postar esse tipo de coisa, por exemplo, uma mulher de calcinha e sutiã fumando maconha, para muitas feministas radicais e irracionais isso seria machismo. Da mesma forma, como elas estão escandalizadas com suposto assédio sexual, e postam uma imagem de mulheres se beijando? Eu não concordo com vários termos, ideias, xavecos etc que muitos homens dão em mulheres, mas querer dizer que isso é assédio sexual é uma insanidade. É no mínimo um incomodo para a mulher e no máximo o cara é um babaca. Até mesmo o concurso da Miss Maryjuana foi acusado de ser machista… Isso é hipocrisia, insanidade dos politicamente corretos, e feministas radicais irracionais pós-modernas. Nós, maconheiros, que prezamos pelo debate honesto, devemos abominar tais conceitos. O grupo é divisionista, separa os homens das mulheres a praticamente afirma que todos os homens são iguais. Quando na verdade, a subjetividade humana vai muito além. Tanto que se mulheres fizerem comentários do tipo “gostoso”, “oh la em casa” etc, elas não encaram como assédio. Isso tem um único nome: hipocrisia. Mais uma vez, não concordo com a abordagem de muitos machos nesses grupos, mas nós maconheiros não podemos deixar essa influência feminista radical e divisionista, preconceituosa e intolerante tomar conta. Lembrando que muitas maconheiras que postam fotos de biquíni gostam de serem azaradas, e aí, vamos fingir que isso não existe? No caso dos homossexuais realmente existe muito preconceito por parte dos maconheiros ainda. Divido os maconheiros da seguinte maneira: 10% de marginais, bandidos e problemáticos que usam maconha e outras drogas, 80% de pessoas que fumam, e essas variam de conhecedoras da cannabis e ideias irracionais como essas feministas e os outros 10% de intelectuais, os quais lutam pela regulamentação, respeitam à ciência e sabem a diferença entre as coisas.

  3. TUDO É MACHISTA HOJE EM DIA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  4. O grupo é um espaço super legítimo e importante para nós, maconheiras. Só achei desnecessário, meio nada a ver mesmo a criação do termo “machismo canábico”. Acho que ele não tem sentido. Machismo é machismo e ponto. Não existe classificação.

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