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“Não adianta ficar atacando a multidão que tomou as ruas, pois é exatamente esta multidão que terá de tomá-las novamente, para defender a legalização da maconha, do aborto, do casamento igualitário, o fim da polícia militar e denunciar os atuais presos, torturados e desaparecidos políticos. Bola pra frente, a luta continua, só a luta legaliza”!

Um ano depois de mais de um milhão de pessoas terem tomado as ruas, avenidas e praças do Rio de Janeiro, foram eleitos vários deputados fascistas e chegaram ao segundo turno da eleição para governador do Estado o vice do Cabral e um legítimo representante da Igreja Universal.

Quero agradecer os 7999 votos, mas lamentar de não ter sido eleito, principalmente pelo pouquíssimo apoio de colegas e manifestantes, mesmo depois de ter comparecido desde a primeira da jornada de junho e ajudado a impedir a prisão de centenas de pessoas. Sem um segundo na TV e com apenas um cavalete, dá até para dizer que a votação foi sensacional.

Mas essa relação da ruas com as urnas sempre foi complicada. Como podemos explicar, depois de mais de um milhão de pessoas na avenida Presidente Vargas pedindo diretas já, depois de tanta luta nos anos 80, que culminou com a Constituição Federal de 1988, ter sido Fernando Collor, em 1989, o primeiro presidente eleito diretamente depois da ditadura militar?

O que estamos vendo é o crescimento do pensamento punitivo, proibicionista e fascista. Alguns comentam que o atual Congresso Nacional eleito é pior que o da ditadura militar, onde existiam apenas dois partidos.

A ditadura militar fechou os partidos e cassou direitos políticos de milhares de brasileiros, que não podiam ser jornalistas, candidatos, nem sequer votar. Hoje, na ditadura do mercado, isso não é mais necessário, porque as pessoas votam nos candidatos do mercado, compram as mercadorias expostas nas vitrines pelas placas, banners e cavaletes do mercado eleitoral.

Não adianta ficar atacando a multidão que tomou as ruas, pois é exatamente esta multidão que terá de tomá-las novamente, para defender a legalização da maconha, do aborto, do casamento igualitário, o fim da polícia militar e denunciar os atuais presos, torturados e desaparecidos políticos. Bola pra frente, a luta continua, só a luta legaliza!

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