Apoiomedicos maconha

Tráfico pouco, tráfico grande, tráfico é tráfico. Tráfico é algo que os humanos já faziam com mercadorias, muito antes da moeda existir. Mas desde os anos 60, comercialização de substâncias ilícitas, configura tráfico de drogas ou tráfico de entorpecentes. Se fosse legal o comércio e apenas não declarado (sem nota), poderia se chamar apenas de contrabando. Mas sabemos que ainda não é assim…

Quem está lendo isso de relance pode até pensar que estamos querendo ajudar traficantes. Mas a intenção é outra, diante das apreensões que vemos aqui e ali sempre noto que junto com cada boletim de ocorrência vem uma grande pitada de sensacionalismo. E é esse sensacionalismo que temos que evitar. Para proteger o movimento, para proteger a luta pela qual acreditamos e sobretudo para proteger nós mesmos!

Grandes poderes, vem grandes responsabilidades!
Você pode usar uma camiseta de maconha, pode usar boné, pode comprar e usar a camiseta ou acessório do seu artista predileto. Pode ainda ajudar a difundir as marchas da maconha usando uma camiseta da marcha. Mas não se esqueça que segundo o atual governo nós fazemos parte de uma minoria e isso implica muita supervisão e responsabilidade.

Responsabilidade de ser esperto e antes de qualquer “corre” ainda que seja para você e para o seu amigo, responsabilidade em não dar “pala”. A lei retrógrada que conhecemos continua vigente, os policiais podem não serem a favor da mudança da política de drogas e até mesmo podem nem conhecer a história da guerra às drogas e entender o contexto conceitual de ilustrações e manifestos e isso pode te prejudicar, pior ainda, os jornais não vão ter dó de fazer sensacionalismo em cima de você! E o fato de terem feito uma apreensão de maconha fracionada com alguém que ao primeiro momento eles viram com uma “camiseta” faz com que cada vez mais usuários com vestimentas sejam abordados.

Fique esperto, esse vídeo é só mais um caso nas estatísticas. O usuário em questão contribuiu e comprou uma camiseta do Cannabicomix. Uma arte sensacional que retrata muito da cultura da guerra às drogas, inclusive o ilustrador e criador do projeto, Felipe Navarro, ganhou um crowfunding no Catar-se para levar um quadrinho sobre maconha. Mas viu com pesar esta situação.

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