Apoiomedicos maconha

O Neurococientista, Dr. Renato Malcher apresentou na terceira audiência pública, que debate a proposta SUG 8, uma mostra de diversos estudos realizados com a maconha medicinal e consegue tempo recorde de atenção do Senado. As informações são da Agência Senado.

Ao falar nesta segunda-feira (25) na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), o pesquisador e neurocientista Renato Malcher Lopes, da Universidade de Brasília (UnB) apresentou uma série de estudos que, conforme sua avaliação, comprovam os efeitos medicinais de elementos presentes na planta e os benefícios no tratamento de sintomas de diversas doenças e síndromes – como câncer, esclerose tuberosa, Síndrome de Rett e autismo.

De acordo com Renato Lopes, o tetraidrocanabinol (THC, principal psicoativo da maconha), é antiflamatório, analgésico, estimulador, sedativo, além de ajudar na redução da pressão intraocular. O pesquisador acrescentou que a maconha também é rica em cannabidiol, substância que ajuda a combater convulsões e epilepsia.

O pesquisador reconheceu que o uso abusivo da maconha traz problemas como a redução passageira da memória de curto prazo, durante o efeito da droga, que pode durar até seis horas. Ainda segundo ele, o uso da substância é contraindicado para psicóticos, jovens em crescimento e gestantes. De acordo com Lopes, os índices de dependência em maconha são inferiores aos de outras drogas.

Para o neurobiólogo, o Estado não deveria proibir a venda e o consumo de uma planta que traz alívio para o sofrimento das pessoas. Segundo ele, existe um moralismo equivocado que acaba punindo famílias que poderiam ser beneficiadas pelo uso da substância.

– Muitas pessoas tiveram seus filhos definhando em seus braços sem poder usar o cannabidiol em razão dessa proibição. Efeitos colaterais de outros remédios são muito piores – assinalou.

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