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O piloto Rafa Matos, da Stock Car, foi condenado em primeira instância a dois anos de suspensão do automobilismo, em julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, ocorrido na última terça-feira. O mineiro de 34 anos foi flagrado no exame antidoping realizado na etapa de Curitiba, em outubro deste ano, que acusou a presença de tetraidrocanabidol, apesar do tribunal não citar a substância detectada. Também pego no atindoping, por uso de esteroides anabolizantes, Lucas Foresti será julgado em 2016, em data ainda a ser marcada. Ambos já haviam sido afastado provisoriamente por 30 dias pela Confederação Brasileira de Automobilismo e não participaram da última etapa da temporada da categoria, no último fim de semana, em São Paulo.

– A Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, por unanimidade, em julgamento realizado em 15 de dezembro de 2015, condenou o piloto Raphael Costa Silva Matos a dois anos de suspensão, a contar do julgamento definitivo, devendo ser descontado o período de 30 dias do afastamento provisório, em virtude de achado analítico adverso, no exame antidoping procedido durante a 9ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car de 2015, no Autódromo de Curitiba, PR, no dia 17/10/2015, com a perda da pontuação e prêmios, eventualmente, obtidos na etapa em que se fez o exame antidoping – diz o comunicado do STJD.

Com passagens por Fórmula Indy, Indy Lights, A1 Grand Prix e American Le Mans Series, o experiente piloto enviou um comunicado nesta sexta-feira defendendo-se da punição. Rafa Matos criticou as “condenações rápidas” de alguns veículos de imprensa e afirmou, sem citar a substância, que a usa em razão de um tratamento alternativo para um tumor que possui no ombro desde 2006. O competidor disse que possuía uma licença terapêutica para usar a substância nos EUA, mas que acabou não solicitando o termo para adotá-las nas competições nacionais.

Confira a resposta de Rafa Matos na íntegra:  

“Nesta quinta-feira, fui surpreendido com a decisão, em primeira instância, do Tribunal de Justiça da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), punindo-me com dois anos de suspensão depois que exame antidoping feito na etapa de Curitiba da Stock Car revelou resultado adverso. Diante de condenações rápidas por parte de alguns meios de comunicação e de pessoas que comentam e afirmam sem consciência dos fatos, gostaria de fazer os devidos esclarecimentos, reafirmando minha confiança na justiça, na certeza de que recorrerei às devidas instâncias para demonstrar minha idoneidade e ausência de culpa.

Com 18 anos, tive diagnosticado um tumor no fêmur, que me fez passar por uma cirurgia e deixou cicatrizes como as fortes dores constantes – cheguei a participar de campeonatos de kart andando com uma muleta. Em 2006, os médicos identificaram outro tumor, desta vez no ombro e, por temerem que minha mobilidade fosse prejudicada, desaconselharam nova cirurgia, recomendando um tratamento alternativo, com uma medicação disponível e autorizada nos Estados Unidos.

Tenho toda a documentação e a licença terapêutica que me permite usar a substância encontrada no exame. Justamente por não ter interesse de empregá-la em competição, não solicitei o termo que me autorizaria a adotá-la nos campeonatos brasileiros. Além disso, tais substâncias não têm entrada e uso autorizados no Brasil a não ser por meio de sentença judicial, embora haja vários pacientes que dependem dela para tratamento.

Corro há 15 anos no automobilismo norte-americano, conhecido pelo rigor no respeito às regras. Sempre prezei pelo cuidado com a alimentação e a saúde para exercer minha profissão de forma eficiente. Sempre procurei honrar patrocinadores, apoiadores e fãs, que ao longo da minha carreira acreditaram em mim e me ajudaram a vencer títulos no Brasil e no exterior e chegar à Fórmula Indy, mantendo sua confiança quando decidi encarar o desafio de disputar o Brasileiro de Stock Car.

Agradeço as manifestações de carinho daqueles que compreenderam que não houve qualquer intenção ou desejo de burlar regras. Estejam certos de que nada abalará minha vontade de fazer o que sei de melhor”

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