Apoiomedicos maconha

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Nos últimos meses tenho tido a melhor experiência no quesito “ler um livro fumando um”.

Minha namorada precisava de uns livros velhos para recortar e estampar um banco aqui de casa, revestindo ele todo com as páginas do livro. Como ela trabalha em uma escola que tem uma livraria, conversou com o pessoal e ganhou dois livros para isso.

Chegando em casa, deixou os livros em cima da cama e um deles fui obrigado a tomar pra mim. Diz bem grande na capa ISAAC ASIMOV e em letras bem menores “Os robôs da alvorada”. Me chamou a atenção por:

1 – O nome do autor era consideravelmente maior do que o nome do livro;

2 – Era um autor que eu já estava fazia tempo querendo ler alguma coisa.

Eis que inicia-se a jornada de leitura mais prazerosa da minha vida. Trata-se do terceiro livro de uma trilogia do autor onde, na história contada, um detetive fica famoso por desvendar um crime cometido em outro planeta.

O detetive é um terráqueo e, neste terceiro livro da série que veio parar na minha casa, ele é enviada a um planeta chamado Aurora onde, como em todos os outros planetas habitados, os seres humanos tinham nojo de quem viesse da Terra, pela maneira como vivemos aqui cheio de doenças em cidades estilo cúpulas climatizadas.

Claro que fumar um durante a leitura me fez pensar sobre como o autor havia chegado a uma realidade fictícia tão provável no seu livro. A maneira como ele imaginou o planeta terra esgotado de recursos deixando os seres humanos que ainda restam fadados a alimentos processados totalmente industrializados e sintéticos. Isto enquanto o planeta denominado Aurora seria habitado por seres humanos que valorizam a natureza, cuidam do seu planeta e possuem uma sociedade evoluída e livre de diversos tabus como o sexo, por exemplo, que é praticado casualmente de maneira totalmente sem julgamento. Um planeta onde a população é controlada pois para obter um filho é preciso reivindicar e ter o pedido aceito.

Depois de ler boa parte desse livro (já estou quase no final, juro) não poderia fazer qualquer coisa que não uma tirinha do Zé Polvilho brisado e fascinado lendo um pouco em meio a um mundo real onde vivemos cheio de informações inúteis.

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