Apoiomedicos maconha

053---Efeitos-diferentes

 

É, pessoal… quem nunca foi inconsequente com a bebida? Principalmente na adolescência, quando temos o primeiro contato com as drogas lícitas, como o álcool.

Era uma época terrível para mim tendo o álcool como uma muleta social, para se “enturmar”. Sabe, aquele comentário clássico “ah! bebe aí, cara!”. Hoje em dia não surte efeito algum em mim, mas na cabeça de um jovem da periferia que só quer se enturmar com a galera e TODO MUNDO enche a cara, é claro que o individuo acaba sendo influenciado pelo meio em que vive.

Mas a cerveja e a cachaça me deram a coragem em uma certa noite para experimentar a droga que eu sempre quis, a maconha. Via entre meu grupo de amigos que metade fumava maconha, metade bebia muito. Eu fazia parte da metade que enchia a cara de trago, mas observava a galera que dava uns tapas e gostava da “vibe” deles, da calma e percebia que, ao invés de ficar procurando confusão, “pagando vale” por aí e falar gritando e cuspindo, eles só queria ficar de boa num canto, dar umas risadas e ter um papo cabeça.

Isso foi construindo em mim, ou melhor, desconstruindo, meu preconceito. Porque desde muito novo sempre tive na cabeça que, na favela, quem fuma maconha é vagabundo, maloqueiro, com base no que eu via à minha volta.

Até que um dia eu entrei pra faculdade com 16 anos. Sim, sempre fui aquele moleque estudioso e inteligente que tira boas notas mas gosta mesmo é de se juntar com os bagunceiros da sala de aula.

Na faculdade percebi que todo mundo fuma maconha, que é uma droga muito mais leve que as drogas lícitas e que a galera não fica naquela fissura por não fumar, não há aquele desespero por conseguir um baseado. Se tem, tem. Se não tem, paciência.

Então, foi numa noite de trago violento que um amigo maconhista me deixou com um punhadinho de maconha e uma seda. Pediu pra eu enrolar pra ele que ele queria fumar e, se eu quisesse, poderia experimentar com ele. Foi então que, na minha primeira vez, enrolei meu primeiro baseado. Nem preciso falar que foi um pastelão da pior qualidade. Mas chapou. E como chapou.

O grande problema foi que, já no primeiro baseado, aprendi uma lição importante: nunca, JAMAIS, fumar maconha depois de tomar um trago violento porque é certeza de que vou passar mal. Até hoje sigo assim, prefiro fumar um e só dar uns goles numa cervejinha, se for o caso.

O ponto que quero chegar é que o que realmente importa no consumo de drogas é o quão bem informado você está sobre o assunto.

Por este motivo criei o CannabiComix e o Zé Polvilho, para levar a informação que fui obrigado a aprender na prática, batendo a cara por aí.

Use sempre conscientemente. Paz.

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